Belém do Pará está mesmo na moda. Na gastronomia, o chef do melhor restaurante do Brasil, o pop-star das panelas, Alex Atalla, só fala nos temperos do Norte. Na música, a aparelhagem e seus ritmos do technobrega estão na onda. E o visual está até em novela da Globo.
Convidado de um casamento - dos mais animados a que já fui - estive nesse feriadão na capital paraense. Devo dizer que fiquei bem impressionado com o que vi. A última vez por lá tinha sido em 1999, ainda na Faculdade, num encontro de estudantes de direito. A cidade mudou bastante e, no geral, para melhor. O aeroporto está muito bem equipado e a rede hoteleira também. A noite ganhou novas casas e restaurantes. Gostei muito da Estação das Docas, uma área portuária restaurada, que agora é ocupada por lojas, bares, restaurantes, um cais para navios oferecerem passeios turísticos e também cinema de arte, teatro e museus.
A cidade, além de uma cultura própria, também oferece preços bem atrativos. Se você está de carro, o flanelinha até te pede dinheiro, mas não exige fortunas como em outras capitais. Se for de taxi, eles em geral cobram abaixo do taxímetro. Ex: deu R$ 27,00, eles te cobram R$ 25,00. Arredondam para menos, que beleza! Aproveite também para pechinchar no Mercado de Ver o Peso e adjacências. Capaz de levar meio quilo de castanha do pará por uns R$ 12,00. Vale sempre negociar, que sempre se chega a um acordo. Nem que seja num brinde. E se for levar cupuaçu ou açaí, aproveite as casas do ramo, que vendem esses produtos nativos em qualquer lugar. São bem limpos e o atendimento é bem feito, sem explorar o turista.
E os hoteis e restaurantes, mesmo de grande qualidade, não cobram muito caro. Pode-se passar um fim de semana, comendo do melhor da região amazônica, sem zerar o bolso.
Pena que todos os pontos turísticos da cidade fecham na segunda-feira. Podiam ao menos fazer um rodízio de fechamento, para não prejudicar tanto o turista. Mesmo assim, vale a viagem, que saiu bem em conta pois compramos com antecedência as passages.
Coloquei em letras garrafais para chamar a atenção mesmo. Amanhã, 12 de abril, os sites de compras pela internet estão com uma baita promoção. Durante 24 horas, vão colocar todos seus produtos à venda com o frete gratuito. Isso mesmo!
Boa oportunidade para quem vem pesquisando os produtos e ainda não tinha efetuado a aquisição, esperando uma pechincha maior. Observe apenas se o valor do produto não foi maquiado para esconder o preço do frete. Se estiver mesmo promocional e você precisar do item, vale a pena!
Com a crise econômica insistindo em bater a porta do Tio Sam e com os brasileiros cada vez mais viajando - e gastando - no exterior, Obama resolveu dar uma colher de chá e facilitar a vida de quem quer tirar o visto americano. A partir de 2013, teremos mais dois consulados dos EUA no Brasil. Agora Porto Alegre e Belo Horizonte se juntam às representações diplomáticas de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife.
Há alguns meses já se discutia essa possibilidade, que seria anunciada com pompa, na visita de Dilma à Casa Branca (sim, ela pode entrar nos EUA, nunca me canso de falar). Mas é bem interessante a postura da imprensa gaúcha nesse episódio. Por 3 vezes seguidas, o discurso era seguinte: "agora os gaúchos não precisam mais se dirigir a SP, RJ ou BSB para tirar o visto." Ou seja, ignoravam completamente o consulado recifense.
É um absurdo. Por um simples motivo: é uma falha de informação. O consulado em POA ainda vai demorar e não informar o leitor dessa possibilidade é uma omissão injustificável. Ainda mais que conheço vários gaúchos que foram a Recife especialmente para tirar o visto (em geral, por conveniências de datas disponíveis). Até que na terceira omissão, não aguentei. Mandei uma carta para o Zero Hora. E foi publicada. Dizia mais ou menos isso que acabei de falar.
Fiquei mais tranquilo, pois deram voz e informaram o público. No dia seguinte à publicação da missiva, não é que me saem com essa: "Esse consulado vai ser muito bom para a auto-estima do povo gaúcho. Até Recife tinha consulado!"
Mas vejam só, me dê paciência com essa manifestação de bairrismo exarcerbado, como se Recife fosse menos. Ideal mesmo seria não ter essa exigência de visto para brasileiros, que não mais se justifica, agora que temos um dos passaportes mais seguros do mundo. Se não se exige da Venezuela de Chavez, qual o sentido de exigir para os brasileiros? Temos de pagar várias taxas, sem a menor garantia de que teremos o visto, e, salvo quem morar nessas 4 cidades (e, em breve, nas 6), é preciso um longo deslocamento e despesas com viagens, hospedagens, transporte, alimentação, etc.
Bom seria para o bolso e para a estima do brasileiro, se pudessemos visitar a Disney ou a Broadway sem passar pela fila do visto.
Os bancos públicos federais são empresas estatais (mais especificamente, a Caixa é empresa pública e o Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista). Pela Constituição Federal, essas empresas devem ser constituídas de forma excepcional, por razões de segurança nacional ou para suprir um interesse público específico, que o mercado sozinho não consiga suprir.
Pois bem, da forma como esses bancos vinham se organizando, não fazia o menor sentido continuarem sobre a tutela pública. Poderiam mesmo ser privatizados, que o povo não sentiria falta. Os juros eram rigorosamente os mesmos dos bancos privados, nesse oligopolio horrível de crédito que temos no país. Basta ver a enormidade do spread bancário. O preço do dinheiro é altíssimo no Brasil, por uma série de fatores, como insegurança jurídica, o enforcement baixo, poucas garantias, etc. Só que nada disso justifica cobrar 150% anual em média no cheque especial.
Mas, enfim, tomou-se uma atitude firme. O governo resolveu impor uma agenda positiva e determinou que os bancos públicos baixem os juros de seus empréstimos. Só no cheque especial, a CAIXA vai reduzir de 85,% para 1,8% ao mês. O que só demonstra como os outros bancos nos roubam descaradamente e como os bancos públicos nos roubavam, ainda que um pouco menos. A remuneração bancária não pode ser tão alta, pois se o preço do dinheiro for muito elevado, ninguém se arrisca a tomar empréstimo, seja para investir em um empreendimento seja para consumir mesmo. Até porque nenhuma outra atividade consegue um rendimento de 150% ao ano de forma tão segura.
A entrada no jogo desses bancos públicos devem forçar os demais concorrentes privados - Bradesco, Itaú, Santander, etc - a adotarem políticas semelhantes, sob pena de perder clientes em suas bandeiras. Ou seja, vai ser bom para todos. Não adiantava reduzir os juros da SELIC se os juros reais do mercado apareciam tão altos.
Lógico que os bancos não iriam assistir a esse fenômeno calados. Até o Estadão, agindo como portavoz dos interesses da Febraban, informou que a medida era populista, uma interferência indevida no mercado. Ora, quando o mercado falha (e somente no Brasil se assiste a esse descalabro, embora haja outros países em condições de segurança jurídica piores e com juros menores), cabe ao Estado intervir mesmo. Se a ação estiver errada, o próprio mercado vai perceber. O que não dá é para se permanecer indefinidamente reféns da banca. O cliente ainda vai ouvir muito se dizer que essa medida não presta e não funciona. As ações desses bancos devem cair (opa, bom momento para adquiri-las!), mas acredito que no médio prazo terão um aumento em suas carteiras e, com juros menores, o inadimplemento pode até cair. Sem falar que os bancos públicos são muito seguros, tem uma taxa de recuperação de crédito até superior a seus concorrentes privados.
Cedo ou tarde, os juros vão ter de atingir patamares mais racionais, fora da exuberância sem sentido com a qual nos acostumamos. Boa notícia!
Meus prezados, tive mais uma vez uma manifestação que só poderia atribuir a um ser superior. E isso bem no período de Páscoa, ou seja, bem oportuno.
Antes de subir a serra e aproveitar o feriadão, ainda na quinta-feira, fui sair para dar minhas corridinhas habituais na rua. O tempo estava agradável, bem convidativo a essa prática saudável e que não me faz gastar nada, além de umas calorias e a sola do tênis. Logo, a gaúcha que roubou meu coração me pede para eu comprar alguns itens no supermercado, que gostaria de levar para viagem. Coisa simples, como pão. Não iria correr com a carteira, então decido levar somente um documento e o cartão de crédito no meu bolso.
Ao voltar, vou direto para o banho e me esqueço de devolvê-los para o lugar habitual, isto é, minha carteira.
Pois bem, somente no dia seguinte, já na estrada, ao parar para abastecer o veículo, é que percebo ter me esquecido do cartão de crédito em casa. Que dilema! Imaginem que a sogra é que teve de pagar a gasolina! Poxa vida, tive de me contentar com os reais que havia deixado. E, mesmo sem grana, passei um ótimo fim de semana, passeando na natureza, lendo um bom livro, vendo uns DVDs, comendo um bom bacalhau. E o melhor: não pude parar para comprar as bolsas, sapatos e casacos que a mulher queria adquirir em Gramado. Só pode ser coisa do Altíssimo mesmo!
Diz-se que algo óbvio, que estava na sua cara e ninguém descobriu ainda, é um "ovo de Colombo".
Pois bem, nessa páscoa, transforme o Ovo de Chocolate em um Ovo de Colombo. Para que ficar alimentando a indústria que explora vendendo o chocolate em formato oval tão mais caro que no formato em barra? É verdade que há um gasto maior de produto na formação de um ovo, a confecção também é artesanal, é mais delicado, tem uma embalagem mais cara, etc e tal. Mas, no fundo, o que se quer é saborear o chocolate. Se for para pagar um valor tão mais alto, não vale a pena. Meu estômago não vai distinguir.
Melhor comprar uma barra, ou várias barrinhas. Coloca num recipiente bacana, em formato de coelhinho (desses feitos artesanalmente, em feiras do trabalho ou de igreja se compra baratinho) e, voilà, está pronto o presente para a Páscoa.
E, para radicalizar, é importante lembrar que a Páscoa não é do coelhinho. O feriado existe em homenagem ao homem crucificado, que sofreu na semana santa. Então, não compre nem ovo, nem colomba, nem bacalhau. A ordem é o jejum. Abster-se dos prazeres e refletir sobre a vida e como pode ser uma pessoa melhor. E mais econômica.
Dentre os tantos atrativos que a internet oferece, um deles é a possibilidade de obter aulas de graça, on line, para qualquer um que tenha acesso à rede mundial. Uma das iniciativas recentes para essa propagação do saber é o AULALIVRE, que vem a ser um curso preparatório para vestibular e Enem, distribuído de graça (adoro esse termo).
Trata-se de um projeto com objetivo de levar ao maior número de brasileiros o conhecimento necessário para conquistar uma vaga na universidade, dando chances iguais a todos que desejam alcançar uma vida melhor através do estudo e da dedicação. Claro, nada é exatamente de graça, por isso o site é mantido por empresas privadas, que oferecem publicidade em contrapartida do conteúdo disponibilizado. Tudo muito justo, uma boa ação de marketing de algo útil. Melhor que muitas ações sem sentido que vemos por aí.
De bom é que qualquer um pode estudar pelo Aulalivre, acessando de qualquer lugar os vídeos de aproximadamente 20 minutos (que perfazem um total de 360 horas aula, a mesma de um cursinho presencial). E o aluno pode ver o vídeo quantas vezes quiser. O portal é bem interessante também, com acesso a notícias, calendário de provas e um banco de questões. Quem quiser se informar, pode acessar: http://www.aulalivre.net/
Quem já dava por favas contadas que esse nefasto projeto de construção de 4 viadutos na Agamenon Magalhães seria inevitável, pode manter as esperanças de reverter. Os moradores do entorno - principais interessados que a obra não se realize, mas não os únicos, pois toda a cidade vai ser afetada negativamente - conseguiram mobilizar o Ministério Público e nesta sexta-feira, dia 30 de março, teremos uma Audiência Pública para discutir o tema.
Sinceramente, só havendo interesses impublicáveis para o governo insistir com essa sandice. Já publiquei todos os pontos negativos dessa obra e ainda é pouco. Os defensores só nos trazem dois argumentos: a) ela é vital para se construir um corredor de ônibus na avenida; e b) a velocidade da via vai praticamente dobrar.
São dois argumentos falaciosos. Os ônibus que percorreram o futuro corredor exclusivo da Agamenon vão continuar a ter de ficar parados em vários sinais, perdendo a fluidez necessária. Muito melhor seria fazer um elevado, seja para metrô, VLT ou monotrilho, como se previa. E o ganho de velocidade é apenas temporário. Como o transporte público vai continuar sendo pouco eficaz, caro e sem ligação adequada, a frota de carros tende a aumentar e ocupar os novos espaços livres. Fora isso, a avenida não vai ficar mais larga. Então, tome engarrafamento. Inclusive nas outras vias, como Rui Barbosa e Rosa e Silva, que não estão preparadas para receber tamanho fluxo.
Enfim, rogo aos amigos e leitores do blog que compareçam à audiência, demonstrem sua insatisfação, exijam estudos técnicos sobre a viabilidade e os impactos no trânsito e na vizinhança. Um abaixo-assinado está rolando e deve ser entregue ao governador.
Comecei a ler Millôr Fernandes ainda quando criança, atraído pelas suas fábulas fabulosas, que não era exatamente para infantes, mas eram mesmo geniais. Depois fui conhecer o grande frasista, o chargista de traço inconfundível, o poeta de hai-kais inspirados e, sobretudo, o pensador instigante, que estava sempre nos provocando uma pulga atrás da orelha.
Por isso, lamento muito sua saída de cena. Sim, pois somente a morte para o levar do nosso convívio. Até o fim esteve ativo, produzindo todos os dias. O bruxo do Leblon se foi, mas sua obra é perene. Algumas de suas peças feitas nos anos 60 parecem tão atuais. Pena para o Brasil e não para Millôr (que nasceu Milton).
De tantas frases, fico com uma sobre a economia: "Para o homem comum, economia é guardar dinheiro. Para o economista, economia é gastar o dinheiro do homem comum. - Millôr Fernandes"
Em tempo, sempre tive vontade de adquirir o seu compêndio "Millôr Definitivo - A Bíblia do Caos". Lançada há decadas, seria uma compilação de suas frases geniais. Todavia, sempre notava que de definitivo não tinha nada. As sucessivas edições estavam sempre engordando o livro. O que era uma dádiva de ver que ele continuava tão produtivo, mas sempre procurava economizar, postergando essa aquisição. Ao menos agora poderei me dar esse luxo. Se bem que, não duvido nada que ele tenha muito material no baú.
O www.decolar.com é o site de uma agência de viagens que se popularizou na internet. Passagens aéreas, hoteis, cruzeiros, e até aluguel de carro, tudo isso pode ser adquirido em sua plataforma.
A grande vantagem é que o site permite que o consumidor possa conferir on line os preços desses serviços entre todos os fornecedores cadastrados. Assim, se alguém precisar de uma passagem aérea de Curitiba a Belém do Pará, é só digitar os dados e vai saber as melhores propostas na hora.
Fiz uso desse instrumento no último fim de semana e aprovei o serviço. Foi muito rápido e menos burocrático que os sites das cias aéreas (fico muito chateado com a quantidade de informações que temos de digitar nos sites dessas empresas e das milhares de senhas que sempre perdemos). Mas deixo aqui um alerta: algumas vezes, o site da companhia aérea possui opções mais baratas que a decolar, sobretudo quando estão em promoção (nesse caso, o consumidor quase sempre precisa de uma senha da promoção). Outras vezes, o decolar oferece passagens mais baratas que os sites das companhias.
Então, o que fazer? Minha dica é primeiro pesquisar no decolar. Assim, tem-se um parâmetro de preços. Com base nisso, já dá para investigar nas cias aéreas se há outras opções, uma promoção relâmpago, um benefício de fim de semana. E só assim, com todas as informações disponíveis, é que se pode fazer uma compra bem selecionada.
PS: O site do decolar é daqueles que confiam no próprio taco. Mas reconhece que nem sempre eles terão a proposta mais barata. Deem uma olhada nesse aviso que eles postam: Trabalhamos todos os dias para lhe ajudar a economizar tempo e dinheiro em suas compras de viagem. Queremos que tenha a tranquilidade que cada vez que compra no Decolar.com está recebendo a melhor tarifa disponivel. Por isto garantimos que no Decolar.com você encontrará as melhores tarifas em voos e hoteis, caso você encontre uma melhor tarifa, devolvemos a diferença de até US$ 100,00 como crédito em uma futura compra em nosso site. O melhor preço garantido equivale à oferta das melhores tarifas em voos e hotéis, não inclusos impostos, encargos e taxas de serviço.
Em geral, quando acessamos um site empresarial ou quando fazemos uma compra numa loja ou uma refeição em um restaurante, vemos com reservas a opção de escrever o e-mail. Ninguém aguenta ficar recebendo spam toda a hora, com correntes e mensagens inúteis ou pior, com virus que podem dar pau no computador.
Mas a verdade é que é impossível se ver livre disso. Basta ter um e-mail e movimentá-lo que já recebemos e-mails indesejáveis. Para evitar vírus, basta ter um bom anti-virus e evitar abrir e-mails suspeitos.
Fora isso, é bom receber emails de atividades de empresas. Pode-se receber propostas de bons negócios, conseguir promoções, descontos, etc. Por isso, sempre procuro ter um e-mail só para receber estas mensagens. Tenho cuidado com aquelas que ficam na parte de "quarentena". Dou uma conferida e com relativa frequência vejo possibilidades de bons negócios.
Até meados dos anos 90, fazia sucesso no Brasil um programa de auditórios que fechava o domingo do SBT. Chamava-se show de calouros. Como o nome sugere, a programação era formada de anônimos que buscavam seus 15 segundos de fama, com apresentações mágicas, covers de artistas, danças e até números inusitados - lembro bem do rapaz que ficou durante toda a emissão soprando um pneu de carro, dizendo que iria estourá-lo com seu próprio ar. O cara era fortão, mas, bem, lógico que não conseguiu.
Mas o que me faz lembrar agora desse programa era o bordão de Silvio Santos todas as vezes que ele se dirigia a um de seus jurados, que podia ser Sérgio Mallandro ou Aracy de Almeida, para perguntar o que o candidato merecia ganhar: "Quanto vale o show?"
Pois é, quanto vale mesmo um show?
Esse fim de semana, preguei os olhos de madrugada para comprar, pela internet, um ingresso para ver Paul McCartney no estádio do Arruda. Ja assisti a um show do eterno beatle, mas sendo na minha segunda casa (leia-se Recife e Arruda), não poderia perder. Só que paguei muito mais do que tinha pago para vê-lo em Porto Alegre. Eu e milhares de pernambucanos, pois os ingressos, na faixa de R$ 80,00 a R$ 600,00 estão quase todos esgotados, em menos de dois dias de venda.
Mais uma vez, assim como ocorreu em outros eventos, houve uma pilha de reclamações sobre o valor cobrado. "Está muito caro!". "Essa taxa de conveniência do site é um roubo".
De novo repito que não posso dizer se um produto é caro ou barato sem saber a planilha de custos. Há o risco de se investir num espetáculo dessa natureza numa cidade que nunca recebeu um evento desse porte. Há também os custos de logística, segurança, hospedagem, etc e tal. Mas há algo maior dentro disso tudo: shows artísticos estão mais caros no Brasil do que na Europa e nos EUA por que estamos numa situação econômica favorável, em que grandes faixas da população podem agora se dar ao luxo de prazeres imateriais, como ver seu artista preferido de perto. Enquanto eles amargam bilheterias baixas no primeiro mundo, correm para os países emergentes, onde sempre terão cheiro de novo.
E, dentro dessa linha de raciocínio, um show é um bem sem concorrência. Se um carro da montadora A custa R$ 100 mil e outro da montadora B, de mesmo padrão, custa R$ 80 mil, é óbvio que vou preferir ficar com a segunda opção. O que vai forçar à baixa do preço de A ou seu desaparecimento do mercado. O mesmo não ocorre com um evento artístico, pois a assinatura e a presença de um cantor é exclusiva para seus fãs. Quem não pode ver Paul não vai se contentar em ver a banda cover dos Beatles tocando no bar de esquina. Não é a mesma coisa. E os produtores sabem disso.
Paga-se pela exclusividade, pelo sentimento de estar em um evento único, pelo status de poder postar no facebook uma foto do palco, pelo momento que pode nunca mais se repetir (afinal, no caso do artista citado, ele já é praticamente um septuagenário. Não se sabe até quando terá energia que demonstra ter nas suas apresentações).
Por isso cobram 1.400 dólares para uma área VIP! Por isso, cobram R$ 600,00 numa área premium (preste atenção, VIP é mais que premium, não é? Será?). Por isso também que o site vende os ingressos e cobra uma taxa de conveniência, que varia conforme o valor do ticket, para poder guardá-lo. De fato, um absurdo, pois a guarda do ingresso custa a mesma coisa, seja ele para quem pagou para ver no lugar mais longe ou no mais próximo. E parece ser inútil reclamar.
E é por essas e outras que estou diminuindo minha ida a grandes shows. Esse ano vou para esse e para Los Hermanos. Difícil me entusiasmar para outro. Perdi, por exemplo, o The Wall, com Roger Waters. Me disseram que foi o maior espetáculo montado na cidade. Mas, como nem sou tão fã assim do cara (embora reconheça o talento), preferi guardar meu dinheirinho para o Sir Paul McCartney. Nos vemos no Arruda!
Para quem quiser ler mais sobre o tema, há um texto muito bom que anda circulando na rede e pode ser lido clicando AQUI.
E lá se foi Chico Anysio para a eternidade. Ou se foram Chico, pois ele não era um eram tantos. Um talento raro para o humor inteligente, sem ser politicamente correto mas também sem ser mal-educado, como os humoristas de hoje são em sua maioria.
E um dos seus inúmeros personagens chamava-se Gastão e era, com muita justiça, um pirangueiro nato! Encontrei esse video no youtube. Curiosamente, tem legendas em espanhol, o que mostra que a preocupação em economizar e rir disso é universal. Gastão vai se confessar e conta suas peripécias ao padre. Faltou só o final, em que ele reclama: "Mas padre, já posso ir? E não vai rolar nem uma osteazinha???" Genial!
Descobri outro pirangueiro no mundo. No mundo virtual, pois no mundo real tá cheio. E só podia ser um conterrâneo meu. Chama-se Adriano Artur, pernambucano de Paulista, o dono do blog "SOU PIRANGUEIRO".
Nesse site, ele desfila várias notícias de promoções, concursos, vagas de empregos e de cursos gratuitos. É mais um pirangueiro ajudando aos demais.
Foi só eu postar que era uma data legal, que quase fui pego no golpe do St. Patrick´s day. Em muitas cidades, de fato, bares estavam estipulando promoções. Um bar em Recife oferecia uma rodada de chopp da cor verde para seus clientes. Outro promoveram bandas com músicas típicas, outros davam desconto para quem fosse com a peça de roupa no tom esmeralda da festa. O tradicional Dublin, de Porto Alegre, abriu mais cedo, às 16h, e quem entrasse até as 21h não pagava couvert artístico.
Mas justamente no bar que eu fui no sábado - o Mulligan Irish - o evento foi uma roubada. Fui conhecer a filial deles, que abriu numa ruma bem perto da minha residência. Boa pedida, poderia curtir um chopp de leve para homenagear o santo e voltaria para casa a pé, sem me preocupar com a tal da balada segura. Chegando lá, mas que vergonha! Não tinha banda, não tinha bebida extra, não tinha nada demais nem de novidade (só a Guinnes estava levemente em preço promocional e olhe lá!). Mas estavam cobrando uma entrada de R$ 30,00 para cada cliente. O que se levava em troca? Uma camisa verde, com dizeres alusivos à data, em tamanho único. A veste era tão sem gracinha que quase ninguém estava usando. Ou seja, não servia para usar nem no dia, nem depois.
Conclusão: o bar é legal, celebrar seria massa, não valia a pena o esforço. Dei meia volta e encerrei o dia de São Patrício em outro restaurante, que não cobrou a entrada, é claro.