. Blog do Pirangueiro - UOL Blog .

Remuneração e mérito

 

As greves dos servidores federais tomaram conta do país. Pode chamar de operação padrão também. Mas o prejuízo é o mesmo - aeroportos, portos e aeroportos parados, licenças demorando semanas para serem emitidas, passaportes só em caso de urgência, cargas perecendo por falta de fiscalização, o semestre praticamente perdido para os alunos de universidades federais. Enfim, um prejuízo que preocupa o governo, a iniciativa privada e a população em geral.

As mobilizações têm sua razão de ser. E bem justa. É difícil trabalhar em condições materiais pesadas e com salário defasado pela inflação. O servidor público, ao contrário da iniciativa privada, não tem data base, nem FGTS, nem repartição de lucros e dividendos. Mas também não convive com o fantasma do desemprego nem com a diminuição do salário, banco de horas, etc.

Mas o governo, o que faz? Enrola, não propõe nada e endurece o recado, com corte de ponto e ações judiciais para garantir a desocupação de espaço público e o funcionamento da máquina, sem falar no Decreto que permite convênio com outros entes, para servidores de fora assumirem o serviço. Sabe que a situação fiscal não é das melhores e precisa garantir o emprego dos que dependem da geração de investimentos.

A justificativa é reconhecida por todos, até pelos grevistas. Só que a dureza com que o Estado-patrão vem jogando acaba provocando um desgaste inevitável com o funcionalismo. No caso da presidente, um ônus duplo, pois esse segmento sempre lhe ofereceu apoio. Desfavorecer em demasiado seus empregados é um tiro no pé de qualquer gestor. Está faltando jogo de cintura para negociar, sem colocar na parede, separando o que é justo do que não se pode oferecer. Se é para comprar briga, que seja por um bom combate. Qualquer profissional em recursos humanos sabe que um aumento de salário produz um efeito fugaz na motivação do empregado. Funciona no primeiro momento, mas logo em seguida torna-se o parâmetro normal, qualquer que tenha sido o índice. O que mais motiva é uma remuneração justa, que premie o seu bom desempenho, seu esforço e onde todos que fazem funções equivalentes ganhem o mesmo. E que ele saiba que o seu colega que se escora e não trabalha vai ganhar menos ou cair na rua.

Essa situação não se percebe no serviço público. Os que mais reclamam, em geral, são os que menos trabalham. Os que mais dão ideias e buscam melhorar o sistema de funcionamento não são beneficiados com isso. E depois que instituíram o subsído, acabando com várias gratificações de desempenho, a situação só piorou. Foi um lado ruim de ceder às pressões dos movimentos sindicais, que nesse caso específico pisaram na bola.

Muitas categorias estão de fato com salário defasado, mesmo em comparação com o mercado. Outras estão bem e não precisam de uma reestruturação completa. Mas o que revolta é ver cargos equivalentes, em que muitos ganham mais que outros para fazer a mesma coisa. Se o governo conseguir enfrentar as pressões e desenvolver um mecanismo de remuneração que privilegie o mérito e puna a desídia, sem perseguições políticas, poderia fazer o sistema funcionar com mais eficiência e pagar melhores salários. Fora isso, em todos os casos, deve adotar uma política permanente de salários e benefícios, em que haja segurança jurídica das suas condições, inclusive quanto aos reajustes.

Por fim, já passou da hora de se regulamentar o direito de greve no funcionalismo, uma conquista constitucional, mas que deve ser feita de maneira a gerar segurança jurídica aos paredistas e evitando ao máximo possível o prejuízo à sociedade.



Escrito por Luis Oliveira às 18h38
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Falta grana pros esportes?

 

Os Jogos Olímpicos de Londres chegaram a sua reta final e mais uma vez os brasileiros saem com sentimento de frustração. A grita geral é "se houvesse mais investimento de patrocinadores e verbas públicas para o desporto, teríamos um desempenho bem melhor" . Ou então a certeza "um país desse tamanho, com a população e o PIB que tem, deve ser uma potência olímpica".

Vale duas medalhas de prosa sobre o tema.

Primeiro: falta verba mesmo para o esporte? Até pelo contrário! As Federações e Confederações recebem gordas fatias do orçamento da nação, seja por patrocínios movidos por leis de fomento (com diminuição de impostos) até recursos de loterias da Caixa, que antes iam para a Previdência. Fora os investimentos diretos de empresas públicas e do Ministério dos Esportes e das Secretarias Estaduais e Municipais. O valor supera a casa do R$ 1 bilhão por ano. Ou seja, é muita grana.

Está certo, temos resultado também. Batemos o recorde de medalhas (17), com grande variedade de provas. Da ginástica com argolas ao pentlato moderno, sem contar aquelas já tradicionais do vôlei, natação, iatismo e judô. O Cazaquistão teve muitos ouros, mas tudo em levantamento de peso. Mas ainda assim é muito pouco para o país. O dinheiro que existe é jorrado sem planejamento, em federações de dirigentes obscuros, que se perpetuam no poder. Não se cria uma cultura desportiva e nem um mercado para os atletas competirem sem ajuda das bolsas, mas com base no interesse do público, que poderia pagar para ver um jogo de handebol como vê seu time de futebol ou de vôlei.

E aí vem a segunda pergunta que vale o ouro: para que um país tem de gastar verbas públicas em esportes olímpicos? Só para o primeiro lugar no pódio? Claro que não! O importante é que o esporte desenvolva a saúde da população, a sociabilidade, os espaços públicos. Que se crie uma geração saudável, de pessoas que saibam competir, mas dentro das regras, e que saibam perder também.

Hoje em dia, nada há de menos saudável que um atleta profissional, acometido de lesões por esforço além do desejado, uso de doping e estresse acentuado por resultados que só podem alcançar uma pessoa só. E os recursos do contribuinte não deveriam movimentar essa roda vida. Que a verba fique nas escolas e o mercado, depois, aproveite o aluno com mais aptidão. Seria uma forma melhor de gastar verbas tão gordas e mal geridas.



Escrito por Luis Oliveira às 00h05
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Dia dos pais

As grandes datas do comércio são Natal, dia das mães, das crianças e dos namorados. O papai, coitado, é sempre encostado. Serve qualquer coisa de presente, com destaque para as indefectíveis meias.

Como moro há milhares de quilometros do meu pai, há tempos que o maior presente é conversar com ele pelo skype (claro, sai de graça). Não tenho nem como comprar um presente (não teria graça entregar pelos correios), nem chamar para almoçar (o legal é compartilhar o prato ou o vinho). Mas, também perco a oportunidade de dar um abração nessa pessoa tão especial (aliás, se sou tão econômico, muito devo a ele, que me criou assim...).

Por isso, quem ainda pode abraçar seu pai e mora perto dele, aproveite o dia. E não precisa gastar tanto com isso. Que tal um presente legal, como uma bonita gravata de seda ou um perfume importado? Ainda dá pra usar emprestado depois...

Melhor mesmo é que nem os restaurantes ficaram tão lotados hoje. Rolou até promoção para pais e filhos. Que tal essa do Muligan, aqui em Porto Alegre?



Escrito por Luis Oliveira às 21h21
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Fito Paez, via groupon

Estava com muita vontade de ir para o show de Fito Paez nesse domingo. Além de gostar bastante do argentino, ainda teria um plus - o espetáculo marcaria os 20 anos do seu álbum de maior sucesso "El amor después del amor", que será tocado na ordem exata. Tenho o CD há muitos anos e é uma das minhas trilhas preferidas.

Mas pelo preço cobrado, para ficar em pé no Pepsi on Stage, tava fora mesmo. Já tinha me conformado em escutar o disco em casa. Ficaria com a recordação de já ter ido num show do portenho. Só que aprendi uma coisa: shows como esse nunca lotam. Sempre vai ter espaço sobrando e os produtores vão querer vender para recuperar ao máximo o investimento. Dito e feito - nessa sexta-feira fiquei sabendo da promoção do evento, com 50% de desconto, no site de compras coletivas groupon.

Así, se puede!

Ingressos comprados. Essa estratégia já está ficando manjada. Sempre fazem isso, desde Chico Buarque até Eric Clapton. Se não for um show numa sala bem intimista, para poucos, em que comprar antecipado garante a presença e o preço mais em conta, nesses mega concertos, que você está a fim de ir mas não morre se não for, melhor esperar para ver. As platas economizadas valeram!



Escrito por Luis Oliveira às 21h04
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É bolha? E vai estourar?

Já me dediquei a falar sobre isso antes, mas é sempre bom abordar o tema. Com a queda dos juros, da bolsa e até da poupança, os brasileiros estão passando a buscar outros tipos de investimentos, mais arriscados, porém mais produtivos e com chances de desempenho melhor. Um desses ativos seria o ramo imobiliário. Ocorre que, até pela nossa herança lusa, temos a impressão de que imóveis são sempre seguros. Claro, não é um papel, você sempre vai ter o ativo. Mas se você compra por R$ 1 milhão o que só vale mesmo R$ 300 mil e tem de arcar com os custos de manutenção, decididamente o dinheiro foi pelo ralo.

A pergunta que não cala - o país está em bolha imobiliária? A resposta é ambígua, sim e não. Os preços dos ativos subiram acima do valor real em muitas capitais, como BH, Brasília ou Rio de Janeiro. Nessas praças, houve muita especulação e o tempo dirá que as pessoas não têm condições de arcar com seus custos. Em outros lugares, como Porto Velho, Rio Grande (RS) ou Goiana (PE), há grandes investimentos em curso, a população tende a dobrar nos próximos anos. Vai ser necessário a construção de imóveis e quem estiver investindo pode se dar bem. É selecionar as petitas, pois quem não gosta de bolhas, não gosta é de economia de mercado (assuma seu lado comunista nesse caso!).

Há um site bem interessante que trata da questão - http://www.bolhaimobiliaria.com/

Essa página traz todas as reportagens, análises de mercado, entrevistas. O tom é um pouco terrorista às vezes, mas bem realista na maior parte do tempo. Uma conclusão - fuja das ações de empresas do ramo imobiliário. Elas pagam poucos dividendos, em geral, e não devem ter grande valorização.  E pesquise bastante se vai comprar imóvel agora. A hora é mais de alugar. Se puder, aguarde um pouco os preços se estabilizarem. Enquanto isso, vai economizando, aguardando condições ainda melhores de financiamento, com boa entrada. Ou até, quem sabe, à vista.

Um dos pontos mais visíveis de que os imóveis vão baixar é que antes eu recebia telefonemas de corretores pelo menos três vezes por dia, todos os dias. Agora, sinto que eles escassearam. Vai ver, os muitos profissionais que estavam migrando para esse segmento, estão mudando de foco.

E, sobre o assunto, vale ler uma reportagem bem detalhada do blog Quero Ficar Rico, clicando aqui



Escrito por Luis Oliveira às 13h33
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Conceitos milionários

 

Pode parecer coisa de auto-ajuda ou neurociência (que às vezes tem cara de picaretagem mesmo, mas em alguns casos até funciona). De todo modo, achei essa lista bem interessante para repassar, de como funciona a mente de um milionário. O quadro é bem resumido, por isso acrescento meu 11o mandamento - gastar menos do que arrecada, sempre e cada vez mais.

1 – Conceitos milionários
Os conceitos desse grupamento - Conceitos milionários, foram obtidos a partir da obra de T.Harv Eker, Os segredos da mente milionária, editado no Brasil pela editora Sextante.

2 – Criar os próprios caminhos

As pessoas de mentalidade rica criam e conduzem suas próprias vidas. As pessoas de mentalidade pobre acreditam que na vida delas nada acontece.

3 – Jogar para ganhar

As pessoas de mentalidade rica entram no jogo do dinheiro para ganhar.

4 – Assumir compromissos

As pessoas de mentalidade rica assumem o compromisso de serem ricas.

5 – Pensar grande

As pessoas de mentalidade rica pensam grande.

6 – Focalizar nas oportunidades

As pessoas de mentalidade rica focalizam oportunidades, não em obstáculos.

7 – Admirar os semelhantes

As pessoas de mentalidade rica admiram outras pessoas ricas e bem-sucedidas, sem nutrir sentimentos como a inveja.

8 – Foco no networking

As pessoas de mentalidade rica buscam a companhia de indivíduos positivos e bem-sucedidos.

9 – Valorizar a própria imagem

As pessoas de mentalidade rica gostam de se promover e de serem promovidas.

10 – Agir grande

As pessoas de mentalidade rica são maiores que seus problemas.



Escrito por Luis Oliveira às 20h04
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Ideia criativa

Olha só que ideia criativa de reaproveitamento de material. E ainda economizou com pá. É a materialização do lema: reduza, recicle, reutilize.



Escrito por Luis Oliveira às 20h17
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V Arraial Oxentchê

O tradicional Arraial Junino Oxentchê, que esse blog ajuda a organizar, já tem data marcada! Dia 23 de junho, sábado, véspera de São João. Mais uma vez, teremos comidas e bebidas típicas - inclusive bolos e quitutes trazidos direto do Recife - e muito forró da banda Cavaco Chinês.

O local é seguro, com amplo estacionamento, com toda infraestrutura para curtirmos a festa.

E o preço é bem camarada - apenas R$ 20,00 antecipado, no site http://eventick.com.br/oxentche ou no bar Dona Zefinha. No dia, é 25 pila, sem direito a promoção. Garanta já o seu!

Agradecemos nosso patrocinador master, Nacional Gas, e demais apoiadores, Minalba, Cervejaria Devassa e Dona Zefinha, pela parceria fundamental.



Escrito por Luis Oliveira às 18h29
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Mais um dia dos namorados econômico

 

Dia dos namorados é sempre assim - você correndo para comprar um bom presente, enfrentando filas em restaurantes e até moteis lotados. E, com frequência, deixando de ganhar qualquer lembrança ou mesmo ganhando um presente nada a ver contigo, pelo seu ficante ou sua peguete da hora.

O blog já armou alto esquema para isso em junhos passados. Favor conferir nosso hístórico no link ao lado direito. Mas temos uma dica fatal - se tiver enrolado, não engate o namoro nessa época. E se tiver balançado para o fim, termine de uma vez. Jogue limpo, seja homem! E seja mulher! Nada de alimentar falsas esperanças para o parceiro ou pretendente, pois o cara e a mocinha acabam comprando algo que nunca mais vão ter coragem de usar, não vão devolver para a loja (já imaginando o riso irônico do vendedor) e muito menos vão repassar a um futuro amor.

Mas para quem já teu um amor para chamar de seu, aproveite o dia! Gastem calorias em beijos pra não gastar os tostões.



Escrito por Luis Oliveira às 20h45
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Over-frustrado!

 

Se a ida de Shakira já rendia piada antes, imagina depois

Não adianta gastar milhões, casamento é uma festa que, se tiver mais convidados que somente os pais e irmãos dos noivos, sempre vai ter aquela vizinha invejosa ou a tia malcomida que vai sair dizendo que algo estava errado. O vestido da noiva era brega. Os docinhos não tinham boa apresentação. A música da entrada dos noivos foi executada errada. Enfim, uma série de detalhes que só elas (e as noivas mais estressadas) podem perceber.

Por isso, o segredo é não criar expectativas tão grandes. Pode sugerir que a festa vai ser muito boa para os convidados - do contrário nem vão nem mandam bons presentes. Mas sempre deixe margem para surpreender positivamente. Nunca prometa algo que não vai poder cumprir. Ou que corre o risco de micar.

Pois foi esse cuidado que não tiveram no casório de Tammy Kattan e David Safra, filho de Joseph e Vicky Safra, na quarta (6), em São Paulo. A decoração foi luxuosa, o buffet custou alguns bons milhares de reais e a banda veio da Holanda para tocar as músicas mais animadas que uma festa dessa pode reunir. Só que antes disso já circulava na imprensa e repercutia entre os convidados que a grande atração da noite não seria o sim da noiva nem o buquê, mas que a colombiana SHAKIRA daria o ar da graça, fazendo um show particular para os presentes.

Como a família é de banqueiros, portanto, cheios da nota, era bastante plausível essa aparição. Só que esqueceram de combinar com os colombianos. Ou então a cantora teve seu dia de Tim Maia. O que acontece é que ela não apareceu. E foi o maior mico. De nada adiantou gastar milhões na festança, a maior lembrança das bodas vai ser sempre a ausência da mulher de Piqué.

Um dos finos e fofos convidados, ao final, relatou para a mídia: "estou over-frustrado". Mas essa elite brasileira é over mesmo.



Escrito por Luis Oliveira às 22h02
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Pipoca amarga

 

 

Eu pensava que a única notícia bombástica do ano, a envolver a indústria de alimentos Yoki, seria sua venda para a gigante americana General Mills por R$ 2 bilhões. São coisas do mercado, mas é sempre uma pena constatar que um grupo brasileiro não tenha conseguido se manter unicamente com a bandeira verde-amarela e que a sede de negócios seja transferida para outro país.

Mas a Yoki resolveu alterar o sabor da pipoca do micro-ondas econômico para o policial. Essa semana, Marcos Kitano Matsunaga, 42 - executivo da Yoki-, foi assassinado a tiro e esquartejado, em sua própria residência, por sua amantíssima esposa, Elize Matsunaga. Segundo a suspeita, ré confessa, a motivação teria sido ciúmes.

O corpo foi retalhado em pedaços e transferido do local do crime em malas. A arma do crime teria sido presente do próprio de cujus. Os vizinhos não puderam escutar nada, pois a cobertura do casal passou por uma reforma caríssima e tinha vidros e paredes a prova de som.

Bom, embora tenha a precaução de nunca me envolver com mulheres ciumentas demais – e essa Elize é uma prova disso – acho que ajudava bastante o fato de haver uma pensão milionária em jogo, um belo patrimônio constituído após essa negociação com os empresários americanos e um seguro de vida de R$ 600 mil.

De tudo isso, posso concluir o seguinte:

a)    Casar com mulher ciumenta demais só dá prejuízo. E se for especialista em facas e anatomia humana (essa Eliza era enfermeira), pior ainda!

b)    Não aceite fazer uma reforma tão cara em casa, que coloque vidros que os vizinhos não escutem nem tiro depois.

c)    Esqueça o seguro de vida. Isso é fria! Você só paga e não recebe nada. E serve de estímulo para que essa mulherada maluca decida querer receber o prêmio o quanto antes.

d)    E nunca, jamais, em tempo algum, dê uma arma de presente para sua esposa.

Fosse um cara pirangueiro econômico, Marcos Kitano Matsunaga ainda estaria vivo!



Escrito por Luis Oliveira às 16h38
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Coisa de alemão é ser pirangueiro

 

Os conterrâneos de Angela Merkel têm mesmo o escorpião na bolsa

Com tantas notícias pouco alvissareiras vindas das bandas da Europa, é curioso perceber como a Alemanha se mostra um oásis de prosperidade no velho mundo. Parece até que Angela Merkel conseguiu pela força dos negócios o que nenhum general conquistou pelas armas: a supremacia continental.

Esse conjunto de reportagens é bastante elucidativo para perceber os motivos desse sucesso. O povo alemão, além de uma notável capacidade e dedicação ao estudo e ao trabalho, é também muito sério no trato do dinheiro. Por diversos motivos, o alemão médio dificilmente se mete em dívidas. Um jeito deutsh-pirangueiro é não usar o cartão de crédito e pagar tudo à vista, mesmo quando pode parcelar. Se não pode adquirir de uma só vez, ele junta e leva. Se não pode mesmo assim, é porque aquele item não era para lhe pertencer. Isso faz uma população com baixo índice de endividamento e forte poupança interna, que serve como colchão de liquidez e recursos para investimento, sobretudo em épocas de crise.

No entanto, pena que a reportagem (não seria diferente se não fosse do Estadão) seja tão tendenciosa. Não mostra um outro lado, tão necessário para a análise da conjuntura.

A Alemanha foi o país que mais se beneficiou da unificação das moedas no Euro. O marco era bastante valorizado e, ao se igualar na moeda única, tornou os produtos tedescos ainda mais competitivos. Fora isso, possuia um sistema financeiros bastante organizado, que pôde financiar obras de infraestrutura em toda a Europa, que acabaram sendo tocadas também por empresas alemãs. Toda a cadeia de negócios foi beneficiada por essas vendas casadas.

Os alemães podem ser formigas, mas que só ganharam dinheiro por que venderam seus produtos para as cigarras. Ou seja, no tempo das vacas gordas, os demais parceiros europeus (gregos, espanhois, portugueses, etc) se endividaram para comprar produtos e serviços alemães e também por isso esses estão melhores na fita. Por isso mesmo não deveriam soltar letrinha de que os latinos são todos irresponsáveis.

De todo modo, fico com o exemplo alemão. Vale conferir: http://economia.estadao.com.br/especiais/a-vida-na-alemanha-um-retrato-vivo-do-(quase)-oasis-europeu,162330.htm



Escrito por Luis Oliveira às 22h48
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O presente que emociona não precisa ser caro

Minha amiga Luciana Rodrigues está às vésperas do casamento. E hoje postou uma foto muito bonita em seu facebook (olha aqui de novo!). Trata-se da dedicatória que o noivo fez para ela em sua tese de doutorado, que deve apresentar em breve (aliás, esse noivo deve estar com a cabeça a mil, não sei o que seria mais difícil, encarar a banca ou o altar...).

Segundo as palavras de Luciana, teria sido "o mais lindo presente de casamento".

De fato, é algo que fica para sempre na vida do rapaz. Toda a vez que ele se lembrar do doutorado, vai lembrar da noiva, e, em breve, esposa. E ela terá essa recordação indelével eternamente. Para o blog, muito esperto o rapaz. Provou que um presente de casamento não significa um anel de brilhantes, uma viagem para o outro lado do mundo ou uma festa caríssima. Saiu bem baratinho esse mais lindo presente. Nossa homenagem por tamanha sagacidade e economia. E parabens ao casal pela união!



Escrito por Luis Oliveira às 20h18
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Ações do facebook. Curtiu?

Os últimos dias têm sido muito tumultuados para Mark Zuckerberg. No dia 18 de maio, a sua empresa, o Facebook, realizou o maior IPO de uma indústria da internet na história do Nasdaq. De todos os lançamentos de ações na bolsa,  o Facebook arrecadou U$ 16 bilhões. O segundo lugar, só para se ter uma ideia, foi a do Google, que arrecadou perto de U$ 1,67 billhões.

Na mesma semana, Priscilla Chan, sua namorada desde os tempos de Faculdade, formou-se em medicina. E, sem avisar a ninguém com antecedência (ou a poucos, pois só foram 100 convidados), eles se casaram, numa cerimônia íntima e caseira. O mundo inteiro só ficou sabendo pelo próprio facebook, por sua atualização de status.

Ou seja, o cara foi muito esperto! Somente depois de faturar alguns bilhões é que passou ao estado de casado. E ainda vai economizar em médico. Imagino que uma união dessa tenha sido muito bem planejada por advogados. Mas, se não há cláusula pré-nupcial (e pode não ter mesmo, pois a noiva o conhecia desde que ele era um nerd sem grana), o cara marcou pontos no mundo pirangueiro.

Bom, mas logo na sequência, as ações da companhia começaram a despencar. De uma avaliação inicial de 30 dólares, atingiu o pico de 42 dólares e hoje já chega a 18 moedas americanas. Nada de pânico, por enquanto. Isso acontece em IPOs. Nunca se sabe exatamente o tamanho do investimento e do que ele pode gerar. Essas variações são previsíveis. De todo modo, alguns dados podem fazer crer que não foi um investimento tão bom assim. O primeiro deles é que uma gigante do mercado, a GM, deixou de apresentar publicidade na rede social, pois chegou à conclusão que não teve qualquer resultado positivo em vendas por conta disso. Não me admira que outras empresas sigam o mesmo caminho.

E é fácil saber porquê. Talvez estejam superdimensionando as redes sociais. O seu poder não é tão forte assim. Já disseram que elas são as responsáveis pelas mobilizações do Egito e da Síria e que mudam os hábitos de vida e consumo. Não tenho tanta certeza. A revolução francesa não precisou de um compartilhamento do face. E as pessoas costumam ser uma coisa no mundo virtual e outra na vida real.

Um segundo motivo é o limite de crescimento da rede. Não há muito espaço a se conquistar no mundo ocidental. Até no Brasil já se superou o tradicional Orkut. O que poderia acontecer? Para a rede de Zuckerberg crescer, tem de invadir com força o mercado chinês. Mas como fazer isso no país tão fechado e avesso à liberdade que a internet proporciona. O google mesmo já desistiu. Se não mirar de alguma forma esse potencial de futuros clientes, o facebook é muito menos promissor do que se imagina.

Mas vamos aguardar se há um coelho na cartola. Assim como ele surpreendeu ao anunciar seu novo status, vai que descobrimos alguma habilidade ainda não disponível no face. Enquanto isso, não me animaria (como não me animei) a investir nessa companhia. Ou, no linguajar adequado, não curti esse IPO.



Escrito por Luis Oliveira às 21h59
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Corridas de rua

 

O blogueiro pirangueiro e seus companheiros de corridas de rua

Desde o ano passado ingressei pra valer nas corridas de rua. Esses mega eventos que ao menos uma vez por mês toma conta das ruas das grandes cidades brasileiras. Ao ver um corredor de manhã cedo, sorria, pois pode ser este pirangueiro.

Mas você pode dizer: essas corridas custam uma grana, fora os equipamentos, como boné, short, tênis de marca, etc.

Dou-lhe razão. Corrida era para ser uma coisa simples, mas virou uma indústria. Já soube que correr de pé descalço faz bem, mas isso só vale na praia. Vá tentar fazer isso no asfalto quente! Ok, ok, mesmo assim vale a pena. Eu participo das provas e circuitos de rua como um estímulo para a prática diária de exercícios físicos. Como procuro ficar em forma para as corridas, minha saúde agradece e vai me retribuir com economia de despesas médicas e de remédios. Fora isso, um bom tênis pode durar até 2 anos. O valor se dilui nesse meio tempo. E as corridas são um barato!

Sim, um barato. Ou melhor, elas saem barato. Vejam a prova desse último domingo - o circuito Subway. Paguei R$ 65,00 por ter me inscrito antecipadamente. No kit da prova, recebi:

a) uma bonita camisa, que vou usar para treinar;

b) uma garrafinha para colocar água, suco ou isotônico, por exemplo;

c) uma toalha de rosto, que me serve para a Academia;

d) um vale 1 sanduíche da Subway, uma rede de fast food saudável;

e) uma pulseira para acompanhante da corrida.

E tem mais: acordei cedo e levei a esposa para me acompanhar. Eu comi mais cedo em casa, pois corredor tem de ingerir carboidratos e frutas até 2h antes da prova. Mas ela aproveitou o café da manhã oferecido, de alto nível - ameixas frescas, castanhas do pará, damasco, uva passa, etc. O esquenta foi com a equipe animada da Cia Athlética. Durante toda a manhã, escutamos uma banda de muito bom nivel, tocando clássicos do pop/rock para nos entreter e fazer entrar no ritmo. Na volta dos kilometros percorridos, ainda tive direito a foto gratuita, massagem, frutas (banana e maçã), água e isotônico e, por fim, sanduíches da subway à vontade para quem quisesse. Serviram até para meu jantar.

Ou seja, a verba da inscrição foi toda paga em tantos benefícios, bancados pelos patrocinadores. Até a sacola do kit é legal! Já estou me preparando para as próximas corridas. Quero melhorar meu tempo. Mas só corro quando tem brinde. E me esqueci do principal - ainda ganhei uma medalha bonita, por ter concluído a prova. Olha que beleza, nem precisei chegar em primeiro e já tive direito a pódio!



Escrito por Luis Oliveira às 22h36
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